Fonte IA
Ficha Catalográfica
/ Inventário Patrimonial
Denominação: Cristaleira / Bufê com vitrine
Categoria: Mobiliário doméstico histórico
Autor / Oficina: Desconhecida (produção artesanal)
Datação provável: Final do século XIX – início do século XX
(c. 1880–1910)
Local de origem: Ceará, Brasil (possivelmente região
Norte/Serra de Baturité)
Proveniência: Pertenceu ao casal Capitão Miguel de
Arruda e Livramento Vasconcelos Arruda, oriundos de
Santo Antônio do Aracatiaçu (município de Sobral), estabelecidos em Baturité-CE
em junho de 1891.
Material e técnica:
- Estrutura em madeira
maciça, provavelmente cedro
(Cedrela fissilis)
- Elementos torneados e
entalhados manualmente
- Vitrine com painel de
vidro
- Tampo em pedra
(possivelmente mármore ou ardósia)
Descrição formal: Móvel composto por duas seções: base
inferior fechada com portas e gavetas, e corpo superior com vitrine envidraçada
destinada à exposição de louças e cristais. Apresenta colunas torneadas
laterais, friso decorativo e frontão superior entalhado com motivos
ornamentais. O conjunto evidencia robustez estrutural aliada a acabamento
refinado, típico do mobiliário burguês
Que peça linda — e cheia de história. Dá para responder em dois níveis: o
valor histórico-cultural e a madeira provável do móvel, com base no período, no
estilo e no que se vê na imagem.
📜 Valor histórico do
móvel
Essa cristaleira/bufê com vitrine tem um alto valor histórico regional,
especialmente no contexto do Ceará do fim do século XIX.
Por quê?
📅 Datação provável:
final do século XIX / início do XX (c. 1880–1910), o que bate perfeitamente com
a chegada do casal a Baturité em 1891.
🏡 Móvel de família
fundadora: pertenceu a um casal identificado, com origem e data de migração
conhecidas — isso é ouro do ponto de vista histórico.
🌄 Contexto de Baturité:
nesse período, a serra era um polo econômico e cultural importante, com
influência de famílias tradicionais vindas de Sobral e arredores.
🫖 Uso doméstico simbólico: cristaleiras não eram móveis comuns;
indicavam status social, estabilidade econômica e adesão a hábitos burgueses
(serviço de chá, louças finas, recepções).
👉 Resumo:
Não é apenas um móvel antigo — é um objeto de memória, representativo da
formação social de Baturité no pós-Império e início da República.
Em museus locais ou coleções históricas, um móvel assim é tratado como peça
etnográfica e histórica, não só decorativa.
🌳 Madeira provável
Pelas características visíveis (cor, veios, resistência, entalhes e época),
as madeiras mais prováveis são:
🪵 Cedro (Cedrela fissilis) – muito provável
Muito usado no Ceará no século XIX
Fácil de entalhar (note os detalhes no frontão)
Envelhece escurecendo levemente
Bastante comum em móveis de famílias abastadas
🪵 Jacarandá (Dalbergia sp.) – possível, mas menos comum
Madeira nobre e cara
Mais escura e pesada
Normalmente associada a móveis urbanos de elite
🪵 Imbuia ou Canela
Também usadas em móveis robustos
Menos frequentes no Ceará, mas não impossíveis
🔎 Pelo tom médio, pela
leveza visual e pelo trabalho artesanal, o cedro é a hipótese mais forte.
Uma confirmação definitiva só seria possível com análise direta da madeira
(ou por um restaurador especializado).
💰 E quanto ao valor?
Se falarmos financeiramente, ele varia muito conforme:
Estado de conservação
Originalidade (sem reformas modernas)
Comprovação documental da origem
Interesse de museu ou colecionador
Mas, de forma geral:
💵 Mercado de
antiguidades: valor moderado
🏛️ Valor histórico-cultural:
alto
📚 Valor para memória
local: inestimável
Em termos práticos, esse móvel vale mais pela história que carrega do que
pelo preço que alcançaria numa venda.
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