É um BLOG para divulgar o Museu Comendador Ananias Arruda (MCAA), inaugurado em 23 de maio de 1986, em Baturité-CE, pelo historiador Miguel Edgy Távora Arruda.
Com sede na Av. 7 de Setembro 1097, o museu preserva a História / Memória de Baturité. O MCAA é privado e mantido pela Fundação C. Ananias Arruda. Está integrado ao Sistema Estadual de Museus do Ceará (SEM-CE). Entre os acervos, estão os exemplares do Jornal "A VERDADE", criado, em 1917, por Ananias Arruda.
O Capitão Furtado e seus 10 filhos - Foto tirada em janeiro de 1911, Baturité-CE
Maria Cristina, conhecida como Yayá, nasceu no dia 27 de fevereiro de 1863 e faleceu no dia 6 de março de 1918, inupta. Ela está de branco, em pé, atrás do Capitão Furtado. O Jornal "A Verdade" noticiou o seu falecimento em 10 de março de 1918.
Circulado, em vermelho, a nota de falecimento de dona Yayá
Lembro daí! Era a casa das tias. Nós íamos comprar sapoti. Nunca descemos a escada, mas, não faltava vontade! Não lembro mais o nome da senhora q trabalhava com as tias. Ela descia e ía pegar os sapoti. Às vezes ela levava lá em casa, mamãe pagava. Mas, quase sempre, nós íamos comprar. Tinha as duas tias: a mais velhinha e baixinha e a mais alta e mais magrinha, que era a D. Ursulina, se não me engano. Eram só elas que lavavam os panos da missa. Não lembro mais o nome. Aqueles que cobriam o cálice e a patena, durante missa.
Tinha também a Mirtes, sobrinha delas. Nas procissões de Corpus Christis, elas faziam o mais lindo altar!
Nosso portão dos fundos, dava quase em frente à casa delas! Gostávamos muito de ir lá! Elas nos recebiam muito bem e nos ensinavam também!
A República ainda não tem 2 anos; faz
apenas 3 que a escravatura foi abolida. Ë uma bela manhã de julho de
1891.
O Sol alto banha de intensa luz as
serras, os morros e os vales que circundam a cidadezinha pacata daquele começo
da última década do século. Os moradores do beco do Labirinto acorrem às
janelas para ver passar uma grande tropa de animais que, lentamente, vai
galgando a íngreme ladeira. À frente, montado num fogoso cavalo alazão, vem um
senhor de meia idade; 42 anos; esbelto; porte senhoril; farta cabeleira
castanha; olhos azuis; corado; a pele branca tostada pelo sol da longa
caminhada; fala suave; gestos comedidos. Seu nome: Miguel de
Arruda (Miguel Arcanjo de Araujo Costa Lopes de Aguiar Arruda) que,
anos depois, os netos chamariam: Pai Arruda.
A seu lado, também num belo cavalo, vem
sua mulher, Maria do Livramento (Maria do Livramento Bezerra de
Araujo Rodrigues de Vasconcelos Arruda) que os netos haveriam de chamar: Mãe
Mento. Seguem-se, numa liteira que 4 ex-escravos transportavam revezando-se,
sua sogra, Francisca Bezerra Rodrigues de Vasconcelos que os bisnetos chamariam
de Dindinha, e, em diversos animais de sela, duas de suas cunhadas: Antônia
Amélia e Maria Elisa, e sete de seus filhos: João, de 16 anos; Vicente, de 15;
José, de 14; Antônio, de 13; Jeremias, de 9; Ananias, de 5; e Maria Adelina, de
4. Vem ele de Santo Antônio do Aracati-Açu, Município de Sobral, onde se casara
e vivera até então.
A longa viagem durara 5 dias, passando
por Canindé, onde fora pagar uma promessa, e atravessando toda a Serra, via
Mulungu.
A menorzinha, Maria Adelina, vem na lua
da sela do cavalo do Zé Dias, escravo liberto de inteira confiança, e o
menorzinho, Ananias, vem no meio de uma carga, segurando, com mão firme, o
cabresto do animal, sob as vistas do mano mais velhinho, Jeremias, vigilante
para que nada aconteça ao irmãozinho menor.
A grande tropa de animais de sela e de
carga a que se juntam agregados, criados, serviçais, passo a passo, vai
entrando na cidade e despertando, aqui e acolá, a curiosidade dos poucos
transeuntes.
Por fim, para em frente a uma casa da
Rua Sete e Setembro
Apeiam-se todos e logo começa a azáfama
de descarregar os animais e acomodar tudo no novo lar: baús, caçuás, sacas e
pertences. E assim passa-se o dia que haveria de se transformar em um marco na
vida daquela família.
Chegando à Baturité, onde lhe haveriam
de nascer mais 3 filhos, Miguel de Arruda afeiçoa-se à cidade e a adota como
sua, transformando-a na terra de seus filhos, netos, bisnetos, trinetos e
tetranetos, mesmo que alguns deles nela não tivessem nascido ou não viessem a
nascer.
Aos queridos amados irmãos em Cristo Jesus , e Deus me livre se tiver inimigos! Louvado seja o nome de Jesus e Maria Santíssima, São José, Anjos e Santos...
Quero primeiro agradecer a Deus por nos dar saúde Espiritual, mental, emocional , e saúde física, para vivermos em harmonia! Agradecer todo antepassado motivo do trabalho desta história e memória! Agradecer a pessoa do presidente deste órgão FCAA comandante Raimundo Luiz Furtado De Arruda , que mesmo frente as dificuldades, ainda mantém as portas abertas deste museu; desde que assumiu esse pedido de seu pai o idealizador e fundador deste órgão da FCAA E MUSEU! Capitão Miguel Edgy Távora Arruda , agradecer o vice-presidente "tio" Eurico Flávio Távora Arruda que ao longo do tempo , muito tem contribuído frente a FCAA e ao museu.
Quero primeiro em nome do Deus - Pai; Deus- Filho e Deus- Espírito Santo ; abençoar e pedir a Deus proteção para todos que estão envolvidos no museu , órgão pertencente à FCAA.
Que Deus abençoe, proteja e guarde sempre ! Amém! Amém! Amém!
Agradecer todos homens e mulheres bem - aventurados de boa vontade !... Desejo a todos saúde e paz , graça e luz , humildade , respeito mútuo , Amor de Deus ,que é o bem maior frente desta "Igreja domestica ", que quer dizer: pessoas trabalhando em prol do bem comum, que a Deus pertence ...
Agradecer a todos que estão envolvidos direta ou indiretamente e levantando a bandeira da paz , para restauração do museu COMENDADOR ANANIAS ARRUDA, e como tal, temos uma capela que precisa também ser restaurada, agradecer a equipe da coordenação de trabalho Dra. Ana Margarida , que desde o início se sensibilizou e prontificou com os apelos para realização dos inúmeros trabalhos a serem realizados frente a FCAA.
Agradecer ainda a Dra. Níobe e os seus familiares....
Agradecer a excelente profissional Ana Cristina e Assis Germano Arruda , ela coordenadora do movimento "SOS MUSEU " ; vale lembrar que, quando toda a direção deste órgão ao longo do tempo solicitando apelos a todos familiares ...
É preciso dizer que o sacrário, as imagens de Santos e todo acervo que o museu pertence são muito importante tanto quanto a parte física do prédio , portanto: parabéns a coordenação desta parte importantíssima e valiosa Ana Margarida.
Pela luz do Divino Espírito Santo, o movimento é por excelência a razão e pertencente a todos que assim estão envolvidos e dispostos trabalhar com esmero Amor , perdão, dedicação nesta inusitada obra , com respeito aos demais irmãos! Ninguém é dono de nada ! Nossos coordenadores são líderes cheios do Espírito Santo, que se revela na consciência de cada amigo e familiares ! Agradecer ainda a equipe da coordenação da Ana Cristina com a venda das rifas assim como : Ângela, Cleide, Goretti e Regina que estão fazendo a contabilidade , venda de rifas Cristianne ; e muito mais... Agradecer de coração , todos que adquiriram sua cartela e doações por Amor !
A todos nosso eterno muito obrigada ! Deus quem paga vocês! Contem sempre com minhas simples e singelas orações , e com o que fiz dentro de minhas possibilidades , pedir ajuda já que a FCAA pertence a Deus e a todos ... ✨💫⭐
Desculpem aos que não falei o nome, mas estão gravados também no Sacratíssimo Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria ! Muitíssimo obrigada ! 🌼🏳️🤍✝️💟
Com Amor de Deus em serviço : secretária- tesoureira interinamente Cláudia Lima Arruda 💖💐❤️🌹📿🙏🏼✨⭐💫💛🌻🇻🇦
Capela do Museu CAA - Oratório Particular do Comendador Ananias Arruda - Baturité-CE - 1938
NOTA DE
ESCLARECIMENTO
Em 12/09/2021, ao sair do
grupo “SOS Museu CAA Equipe”, recebi telefonemas de alguns membros pedindo
para que eu revisse o meu posicionamento e voltasse ao grupo. Como sei que
muitos do grupo “SOS Museu CAA” não sabem que eu saí do outro grupo e
nem as razões da minha atitude, vou fazer alguns esclarecimentos:
Fiz uma reflexão sobre a
minha atuação no “SOS Museu Equipe” e conclui que não estava contribuindo
de forma adequada no trabalho proposto pelo grupo para resgatar o Museu Comendador
Ananias Arruda.
Entretanto, não saí para abandonar
a "CAUSA". Jamais sairia do grupo para abandonar a “CAUSA”, que faz
parte da MINHA VIDA, que carrego no SANGUE, como historiadora e filha
do IDEALIZADOR e FUNDADOR do museu, meu pai, Miguel Edgy Távora Arruda.
"Causa" que não abracei ontem; "causa" que abracei, com mais intensidade, há 11 anos, contribuindo,
mensalmente, para a manutenção do museu; "causa" que abracei com as minhas
pesquisas históricas, postadas no BLOG e no canal do YouTube do museu, criados
por mim, em janeiro de 2013. Portanto, tenho uma história de trabalho na
manutenção e preservação do legado de Ananias Arruda e sinto-me feliz ao ver os
familiares se unindo em torno da preservação do "Museu CAA".
Apoio e parabenizo o
grupo que participa do “SOS Museu CAA Equipe” e agradeço penhoradamente às
pessoas do grupo “SOS Museu CAA” que, de formas diversas, estão
contribuindo para que o legado de Ananias Arruda não desapareça.
Por caminhos diferentes
chegaremos ao mesmo destino: O trabalho paralelo de revitalização da CAPELA, que abraço nesse momento, em nada prejudicará o trabalho de resgate da estrutura física do museu. O acervo é a alma de um museu. O resgate da CAPELA dará ânimo ao trabalho como
todo, pois será um SOPRO DE VIDA no Museu Comendador Ananias Arruda.
O Oratório Particular do Comendador Ananias Arruda - Capela do Museu - uma concessão especialíssima do Papa Pio XI, foi sagrado por Dom Manoel da Silva Gomes e, posteriormente, consagrado por Dom Antônio de Almeida Lustosa. A capela foi inaugurada, em 9 de junho de 1938, com uma missa celebrada pelo Vigário Padre Arthur Redondo S. J.
Não estou só nesse
trabalho e agradeço aos colegas médicos, amigos e familiares que compreenderam e
abraçaram essa causa comigo. Muito em breve, estaremos reinaugurando a CAPELA
e todos serão muito bem-vindos para as comemorações.
Sou Níobe Furtado Barbosa,
sobrinha neta do Comendador Ananias Arruda.
Meu pai, Luis Arruda Furtado,
nascido em Baturité, foi um dos fundadores da Escola Apostólica dos Jesuítas, em
1927.
Tenho acompanhado seu belíssimo
trabalho pela Ana Margarida, minha prima-irmã, e o parabenizo por enaltecer a
riqueza da Serra de Baturité e resgatar a sua história com profissionalismo e, ao mesmo tempo, com um entusiasmo contagiante.
Aproveito a oportunidade para agradecer, como membro da família Arruda, o seu valoroso empenho na restauração da Capela da
Tia Naninha e dizer que estamos à disposição para contribuir com o seu
magnífico trabalho.