sábado, 9 de agosto de 2025

FCAA BALANCETE JUNHO 2025

 





A ESTÁTUA DO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA

 

A estátua do Comendador Ananias Arruda no chão junto ao entulho


Estátua do Comendador Ananias Arruda antes da depredação


Placa com dizeres da comemoração do Centenário de nascimento do Comendador 
Placa com dizeres da comemoração do Centenário de nascimento do Comendador 

REPERCUSSÃO DA TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO DA ESTÁTUA DO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA de BATURITÉ-CE


Ilustríssima Senhora Doutora Alessandra Loureta

Promotora de Justiça do Patrimônio Histórico e Meio Ambiente


Prezada Doutora,

 

Raimundo Luiz Furtado de Arruda, brasileiro, presidente da Fundação Comendador Ananias Arruda, vem respeitosamente à presença de Vossa Senhoria expor e requerer o que segue:

 

É com grande preocupação que participo a Vossa Senhoria que a Prefeitura Municipal de Baturité está promovendo a dilapidação de um importante patrimônio histórico da cidade, sob a justificativa de realizar a reforma da Praça Comendador Ananias Arruda.

 

O referido monumento, que possui expressivo valor histórico, cultural e simbólico para a nossa comunidade, foi arbitrariamente removido e encontra-se, lamentavelmente, jogado ao chão, conforme comprova a imagem anexa.

 

Diante da gravidade dos fatos e visando à proteção do patrimônio cultural do município, solicito as providências cabíveis por parte dessa Promotoria, no sentido de:

 

Determinar o imediato embargo da obra, até que sejam esclarecidos e regularizados os procedimentos necessários à preservação do bem histórico;

 

Requerer à Prefeitura Municipal de Baturité a reposição do monumento ao seu local de origem, assegurando a preservação de sua integridade e do seu valor histórico.

 

Renovo votos de elevada estima e consideração, colocando-me à disposição para quaisquer esclarecimentos ou informações adicionais que se fizerem necessários.

 

Atenciosamente,

 

Raimundo Luiz Furtado de Arruda

Presidente da Fundação Comendador Ananias Arruda

 

Por que a Praça Comendador Ananias Arruda, em Baturité-CE, não deve ser descaracterizada ?

 

A Praça Comendador Ananias Arruda, localizada em Baturité-CE, é um espaço de grande relevância histórica, cultural e afetiva para a cidade. Descaracterizá-la significaria comprometer a memória coletiva de Baturité e desvalorizar o legado de uma das figuras mais importantes da história local.

 

1. Legado do Comendador Ananias Arruda

Ananias Abnegado Vasconcelos Arruda (1886–1980) foi comerciante, agricultor, jornalista e um notável benfeitor de Baturité. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento social, educacional e religioso da cidade. Ele fundou diversas instituições, como a Escola do Menino Deus, o Círculo Operário de Baturité e o jornal "A Verdade", além de ter sido prefeito entre 1935 e 1943 .

 

2. Importância Cultural e Histórica

A praça é um marco da identidade urbana de Baturité, refletindo a arquitetura e o urbanismo da época. Ela representa a história viva da cidade, sendo um espaço de convivência e memória para os moradores e visitantes.

 

3. Valor Turístico e Educacional

A preservação da praça contribui para o turismo cultural e educacional da região. Ela é parte integrante dos roteiros turísticos que destacam os pontos históricos e religiosos de Baturité, atraindo visitantes interessados na rica história local .

4. Risco de Descaracterização

A descaracterização da praça pode levar à perda irreparável de elementos históricos e arquitetônicos. Exemplos anteriores, como a destruição do marco do centenário da cidade, demonstram os prejuízos causados pela falta de preservação do patrimônio histórico .

 

Conclusão

Preservar a Praça Comendador Ananias Arruda é essencial para manter viva a história de Baturité e honrar o legado de um de seus maiores benfeitores. A descaracterização desse espaço significaria não apenas a perda de um patrimônio físico, mas também de parte da identidade cultural e histórica da cidade.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fundação Comendador Ananias Arruda

  

NOTA DE INDIGNAÇÃO

 

O Instituto do Ceará  (Histórico,  Geográfico e Antropológico), por seu presidente, vem manifestar a sua indignação pela recente derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda, na praça do mesmo nome, no município de Baturité-CE.  Alegando a necessidade  de revitalização  do espaço,  a Prefeitura Municipal  de Baturité decidiu descaracterizar a Praça Comendador  Ananias  Arruda, com a instalação de um estabelecimento comercial.

 

A estátua do Comendador não é apenas um marco físico: é símbolo da memória, identidade e história do povo de Baturité e do Ceará. Ananias Arruda foi figura de destaque na economia e na política da região, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do Maciço de Baturité durante o século  XX. Sua memória deve ser preservada, estudada e respeitada, não apagada ou substituída por interesses comerciais imediatistas.

 

A substituição de um patrimônio histórico por empreendimento privado, sem ampla consulta à população e sem o devido parecer técnico dos órgãos de preservação da memória e do patrimônio, representa uma afronta à identidade cultural da cidade e um perigoso precedente para a gestão pública do patrimônio histórico em nosso estado.

 

Revitalizar não é destruir e preservar a história não é obstáculo ao progresso, mas condição essencial para que este ocorra com consciência, respeito e reverência aos que se empenharam na construção do nosso passado.

 

Por essa razão, torna-se imperiosa a recolocação imediata da estátua no lugar de origem. Também conclamamos a sociedade civil, os intelectuais, os artistas e os cidadãos de Baturité e do Ceará a se unirem na defesa de nossa memória histórica.

 

Seridião Correia Montenegro

Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico).

 

 

NOTA DE REPÚDIO AO GESTOR MUNICIPAL PELA DERRUBADA DA ESTÁTUA DO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA

 

*Eudes de Sousa

 

Neste início de século, em pleno alvorecer do século XXI, somos chamados a viver a plenitude da democracia, em que o respeito à memória, à cultura e aos símbolos da nossa história deveria ser inegociável.

 

Entretanto, nos deparamos com um ato que nos envergonha profundamente: a derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda, instalada na praça que leva seu nome, na cidade de Baturité. Este gesto revela um lamentável desprezo por um dos grandes ícones cearenses, cuja trajetória honrou o Ceará e o Brasil, sendo agraciado com duas comendas pela Santa Sé em reconhecimento ao seu legado.

 

O monumento em homenagem ao Comendador não é apenas uma escultura — é um marco de identidade, uma referência histórica que permite às gerações presentes e futuras compreenderem a grandeza daquele que foi figura central no desenvolvimento de Baturité. Sua memória inspira e deve ser preservada com o devido respeito.

 

Causa profunda indignação que tal símbolo tenha sido removido para dar lugar a um estabelecimento comercial, como se a memória coletiva pudesse ser descartada em nome de interesses efêmeros. Essa ação nos remete aos tempos sombrios do autoritarismo, quando vozes e símbolos eram silenciados sob o peso do poder arbitrário.

 

Baturité vive hoje um momento grave: é como uma ave hipnotizada pela lógica autoritária, incapaz de reagir à destruição de seu patrimônio. O fato exige reflexão séria, pois se insere num contexto mais amplo de desvalorização da cultura, frequentemente sacrificada no altar do lucro e do imediatismo. O neoliberalismo, com seu discurso sedutor, tem sido cúmplice silencioso da dilapidação dos bens culturais, relegando ao esquecimento a alma das cidades.

 

É necessário, portanto, levantar nossa voz com dignidade. A defesa do patrimônio cultural é dever de todos: da sociedade, das instituições, da imprensa livre e dos órgãos de proteção à memória histórica. Não podemos aceitar a omissão. Não podemos permitir que o passado seja apagado impunemente.

 

Perguntamos: onde estão os guardiões da cultura? Onde estão os instrumentos legais que devem coibir ações lesivas à memória coletiva? Onde está o respeito pelas raízes de um povo?

 

Que esta nota sirva como um chamado à consciência cidadã. O filósofo romano Cícero advertia: “A ignorância continuará a imperar enquanto não houver respeito pelo patrimônio cultural.” E o cineasta Luis Buñuel nos lembra: “Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada.”

 

A derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda representa, sim, um retrocesso. E como tal, deve ser denunciado, combatido e revertido, em nome da justiça histórica e do respeito que devemos à nossa própria identidade.

 

EUDES DE SOUSA

Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes

 

*NOTA DE REPÚDIO DA FAMÍLIA ARRUDA* 

 

A família Arruda, com mais de um século de contribuição à cidade de Baturité e ao Maciço de Baturité, vem a público manifestar seu profundo repúdio e indignação diante do desrespeito e descaso cometidos contra um de seus mais ilustres membros: o Comendador Ananias Arruda. 

 

Homem público, empreendedor, benfeitor e referência moral, Ananias Arruda teu seu nome eternizado na praça que hoje o homenageava– local onde sua estátua foi arbitrariamente removida, sem diálogo com a comunidade ou justificativa formal. A situação se agrava ao constatarmos que o monumento foi deixado ao chão, misturado a entulhos de uma obra iniciada sem transparência ou participação popular. 

 

Memórias públicas como essa não são meros objetos; são patrimônios simbólicos de uma cidade e de seu povo. Exigem cuidado, respeito e, acima de tudo, consulta à população, que tem o direito de preservar sua história. 

 

A Fundação Comendador Ananias Arruda, mantida por nossa família, tem como missão honrar esse legado e não se calará diante de tal afronta. Seguiremos firmes na luta para que a memória de Ananias – e de todos que construíram Baturité – seja tratada com a dignidade que merece. 

 

Diante desse ato inaceitável, exigimos da Prefeitura de Baturité: 

 

1. Esclarecimentos públicos e detalhados sobre os motivos da remoção; 

2. Transparência sobre o andamento da obra e o destino da estátua; 

3. Compromisso formal com a preservação da história e das homenagens legítimas àqueles que edificaram nossa cidade. 

 

Baturité não é feita apenas de concreto, mas de pessoas. Sua história não pode ser apagada, nem tratada como lixo. Deve ser respeitada, valorizada e celebrada.

 

A família Arruda não recuará na defesa dessa causa.


NOTA DE PAULO E FERNANDO ZORNITTA 


- Parabéns pela iniciativa. Somos de luta pelas coisas corretas e os pingos nos "is" e assinamos em número e grau a indignação da V. família, especialmente pelos argumentos apresentados bem como pela excepcional vida e contribuição que o Comendador Ananias Arruda trouxe para Baturité; para o Maciço do Baturité e sua população; para a Igreja Católica - tendo ele sido o responsável pela vinda e construção do Mosteiro; que se não fosse ele a trazer as autoridades eclesiásticas  e a sua dedicação, expertise e dedicação à obra, a importante presença da igreja e do mosteiro poderiam estar em outra parte do Nordeste...

- Trilhou a vida dedicada à Baturité, à família e ao amor cinamatográfico (ainda não registrado por esta arte) - amor exemplar que demonstrou pela sua esposa,  pela comunidade e pela humanidade. Gostaríamos nós de termos o  poder e uma varinha mágica para retroceder o ato de vilipêndio ao monumento que é metafísico - físico na escultura e na placa e metafísico no simbolismo, sem entrarmos nos  aspectos  legais - que a própria comunidade de Baturité através dos seus representantes no Legislativo e no Executivo devem ter  aprovado a localização e a homenagem na praça e do monumento em sua memória e para a perpetuação da sua grande contribuição.

- Desejamos que a cidade que viu nascer o atual Governador Elmano de Freitas, veja o sucesso do resgate do monumento e da sua estátua a um patamar centenas de vezes superior e indicamos a premência de que  a sua historia seja reavivada no seio da população cearense e brasileira, como ele merece. 

Paulo & Fernando Zornitta


Demolição da estátua

 

A demolição da estátua do Comendador Ananias Arruda, maior benfeitor de Baturite, e’ uma profunda desconsideração pela história e a memória de nossa cidade.

Repudiamos , veementemente tal decisão que apaga um símbolo de gratidão e reconhecimento a quem

dedicou sua vida ao des tb envolvimento e bem-estar da comunidade.

A estátua do Comendador Ananias Arruda, não é apenas um monumento de pedra mas representa a materialização  de um legado de um indivíduo com sua visão e esforço contribuiu imensamente para a Baturite,  de hoje.

A história não pode ser apagada ou reescrita por decisão arbitrária.

Eurico Arruda e. Beatriz










FCAA - BALANCETE MAIO 2025

 





FCAA - BALACETE ABRIL 2025

 





FCAA - BALANCETE MARÇO 2025







quarta-feira, 16 de abril de 2025

TESOURO OITICARÁ - Por: Eudes Sousa

                   
 


O MONUMENTO DE OITICARÁ - Por: ana margarida furtado arruda rosemberg

 

O MONUMENTO DE OITICARÁ

                             Foto - acervo Ananias Arruda

Missa Campal - Inauguração do Monumento de Oiticará - Massapê-CE 
Centenário de Miguel de Arruda - 23 de setembro de 1949 
Foto premiada pela Kodak brasileira
Foto - acervo Ananias Arruda

O MONUMENTO DE OITICARÁ

O dia era 23 de setembro de 1949, quando Aurora, a deusa do amanhecer, surgiu cor-de-rosa nos céus de “Oiticará”, abrindo caminho para o sol iluminar o Monumento-Cruzeiro, Marco Histórico do Primeiro Centenário de Nascimento do Capitão Miguel de Arruda, a ser inaugurado naquela manhã.

Em memória de seu pai, Miguel, de seu avô, João José e de seu bisavô, Amaro José, Ananias Arruda ergueu um Cruzeiro no local da casa onde viveram seus ancestrais, na “Fazenda Oiticará”, as margens do riacho Contendas, Ribeira do Acaraú – Rio das Garças – Freguesia de Sant’Ana, então município de Sobral; atualmente pertencente à Massapê, território emancipado de Sobral

Amaro José de Arruda, português, natural da Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, filho de Pedro de Viveiros e Francisca dos Anjos, aportou em nossas plagas no final do século XVIII com sua esposa dona Ana Maria da Conceição, brasileira de Mamanguape, Paraíba, filha do Capitão José Ferreira da Costa e de dona Maria da Silva.

O casal instalou-se na região Norte do Ceará, em uma fazenda que carregava um doce nome indígena: “Oiticará”; provavelmente junção da palavra Oiti, uma planta comum no Nordeste, com Cará, um peixe que habitava as águas tranquilas do riacho Contendas.

Amaro e Ana geraram uma prole numerosa criando raízes e ramos que se expandiram pelos sopés do maciço cristalino da Serra de Meruoca, penetraram nos sertões da Ribeira de Aracatiaçú, deitaram-se na doçura das encostas da Serra de Baturité, alojaram-se em Fortaleza, transpassaram a Amazônia e o Pará e se espraiaram pela Pátria Mãe.

Um século e meio depois da chegada do “Patriarca de Oiticará”, Amaro José, e Ana, sua esposa, Ananias, honrando a memória de seu pai, Miguel de Arruda, neto de Amaro José, inaugurou com uma Missa Campal, oficiada por Dom José Tupinambá da Frota, então bispo-conde de Sobral, o referido monumento, com uma placa em seu frontispício perpetuando a memória de seus antepassados.

A missa foi “esculpida” em uma bela foto, premiada pela Kodak Brasileira em concurso nacional, no ano seguinte, 1950, com centenas de pessoas vindas de Baturité, Fortaleza, Sobral, Massapê e outras regiões do Ceará, ajoelhadas à margem do Monumento-Cruzeiro, registrando para a posteridade a religiosidade do povo cearense.

Presentes no dia histórico, membros de várias ordens religiosas, o idealizador do evento, Ananias Arruda, seus irmãos: Raimundo, Adelina e a Ir. Maria Luiza, freira Dorotéia, suas filhas adotivas, Rocilvalda e Luiza Altair, sua tia materna Eliza e grande número de netos, bisnetos, trinetos, primos, parentes e amigos do principal homenageado, Capitão Miguel de Arruda e seus ascendentes.  

Além de fotos, o evento foi registrado pela filmadora de Ananias em um filme que captou importantes momentos daquela manhã histórica, como: os quatros filhos do homenageado Capitão Miguel de Arruda: Ananias, Adelina, Raimundo e a freira Doroteia Ir. Maria de Lourdes semeando, em frente ao monumento, 100 sementes de pés de palmeira; a chegada de canoas, caminhões e jipes com centenas de pessoas; momentos da missa campal oficiada por Dom José Tubinambá da Frota e o grupo de familiares e amigos de Ananias Arruda postados em frente ao Monumento.

Além de um símbolo religioso, o cruzeiro é um marco da História da colonização da região de Massapê que deve ser preservado para a posteridade.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 2 de março de 2025

Foto - acervo Ananias Arruda

Familiares descendentes de Miguel de Arruda 
Inauguração do Monumento de Oiticará - Massapê-CE
Primeiro Centenário de Nascimento de Miguel de Arruda - 23 de setembro de 1949
Foto - acervo Ananias Arruda


FCAA - BALANCETE FEV 2025

 






SALVE O PATRIMÔNIO OITICARÁ - UMA CAMPANHA NACIONAL- Por: Eudes de Sousa

UMA CAMPANHA NACIONAL 

SALVE O PATRIMÔNIO OITICARÁ!

Por: Eudes de Sousa 

Um velho problema — por que não chamá-lo de eterno? — afeta nosso patrimônio histórico. No Brasil, é notório o descaso, tanto do poder público quanto do setor privado, em relação a um tema de tamanha relevância histórica, humana, política, cultural e social.

A ausência de uma campanha nacional de conscientização pode nos levar a uma situação insustentável, à medida que o patrimônio vai sendo ignorado e as autoridades responsáveis não dão a devida atenção ao tempo que passa. É urgente e indispensável que desenvolvamos uma consciência crítica sobre a importância e a seriedade com que esse assunto deve ser tratado. A defesa do patrimônio é um tema atual e essencial. Por isso, buscamos trazê-lo ao conhecimento da sociedade brasileira.

A Academia Massapeense de Letras e Artes lança a campanha "Salve o Patrimônio Oiticará", que propõe uma série de princípios éticos e de conduta, tanto na vida pública quanto na privada. Trata-se de uma iniciativa de alcance nacional, cujo objetivo é formar um povo consciente de seus direitos e deveres no que se refere ao respeito e à preservação do patrimônio.


A campanha é um convite, carregado de patriotismo, especialmente àqueles que ainda não refletiram sobre a necessidade urgente de tirar o Patrimônio Oiticará da angústia em que se encontra — uma crise histórica, de responsabilidade e de caráter, que se manifesta hoje sobretudo como crise patrimonial.

A todos que se orgulham de sua história e não aceitam tutelas políticas, cabe, de forma consciente, a missão de resgatar e proteger o nosso Patrimônio Oiticará — para que ele seja intocável, preservado e jamais apagado da memória da comunidade. Que possamos legá-lo às futuras gerações como um símbolo vivo, um espaço histórico profundamente massapeense.

Salvemos o Patrimônio Oiticará! Reflitamos sobre esse problema que deve nos mobilizar.

Participemos, cada um em seu campo de atuação e dentro de suas possibilidades, dessa luta que não é ideológica, mas sim cívica e cultural.

Estamos certos de que cada um de nós, com suas forças e disposição, pode contribuir significativamente com essa causa.
Massapeense, salve o Patrimônio Oiticará — ele pertence a seus filhos e aos filhos de seus filhos!

Presidente da AMLA
Eudes de Sousa, jornalista e escritor

sexta-feira, 14 de março de 2025

ATA DA INAUGURAÇÃO DO MUSEU CAA- Baturité - 23 de maio de 1986 - Por: Maria Adelina Furtado de Arruda

Ata da inauguração do “Museu Comendador Ananias Arruda”, realizada no dia 23 de maio de 1986, como ponto alto das comemorações do Centenário do Comendador Ananias Arruda

 

            Aos vinte e três (23) dias, do mês de maio do ano de mil novecentos e oitenta e seis (1986), às 16 horas, na cidade de Baturité, Ceará, às 16 horas, na cidade digo, à Avenida 7 de Setembro nº 1097, onde por muitos anos residiu o Comendador Ananias Arruda, com a presença dos signatários constantes das 11, 11v, 12 e 12v deste livro, realizou-se a inauguração do Museu que tem o seu nome.

            O ato constou do seguinte:

            Corte da fita inaugural por D. Maria Sulita de Arruda Furtado Jorge de Sousa, sobrinha do Comendador.

            Descerramento da placa comemorativa pelo Rev. Padre Antonio Monteiro da Cruz, S.J. grande amigo do Comendador, vindo do Rio de Janeiro especialmente para as comemorações.

            Descerramento do busto do Comendador erguido no jardim da casa, pelo Rev. Padre José Teles Arruda também sobrinho do homenageado

            Seguiu-se uma missa gratulatória na Capela particular da residência, integrada ao Museu, oficiada pelo Rev. Padre Monteiro da Cruz e concelebrada pelos Padres José Teles Arruda e Luis Gonzaga Furtado Neto, ambos sobrinhos do Comendador.

            Ao Evangelho, o Padre Monteiro da Cruz proferiu belíssimo sermão destacando as excepcionais virtudes do homenageado.

            O ato terminou com a visita dos presentes às dependências do Museu que mereceram numerosos elogios e a distribuição do jornal “A Verdade", em edição especial com 12 páginas.

            Nada mais havendo foi dada por encerrada a solenidade.

            E, para constar, eu, Maria Adelina Furtado de Arruda, Secretária, lavrei a presente ata que vai por mim assinada.

            Baturité, 23 de maio de 1986

Maria Adelina Furtado de Arruda 











Capela particular do Comendador Ananias Arruda

Missa na Capela particular por ocasião da inauguração do Museu CAA - 23.05.1986

Missa na Capela particular por ocasião da inauguração do Museu CAA - 23.05.1986

Missa na Capela particular por ocasião da inauguração do Museu CAA - 23.05.1986 
Rev. Padre Monteiro da Cruz e concelebrada pelos Padres José Teles Arruda e Luis Gonzaga Furtado Neto