quarta-feira, 21 de julho de 2021

Elegia ao Amor - Ananias Arruda e Donaninha - por: ana margarida arruda rosemberg

 

                           Vídeo - Elegia ao Amor - Ananias Arruda e Donaninha

                           Elegia ao Amor - Ananias Arruda e Donaninha


Ananias Arruda e Donaninha Arruda 17/09/2021


Foi o cupido, sim, l’amour, como chamam os franceses, quem flechou Ana e Ananias, em 1911, na casa paroquial de Baturité, onde a bela adolescente passava as férias com seu tio, o vigário Monsenhor Manoel Cândido dos Santos.

Do namoro ao casamento foram menos de dois meses e, em 17 de setembro de 1911, sob as bençãos dos familiares, o casal de nubentes trocou juras de amor eterno, ao receber o sacramento do matrimônio, oficializado por Manoel Cândido, o tio da noiva, na Matriz de Baturité.

Ele, Ananias Abnegado Vasconcelos Arruda (1886-1980), um jovem fervoroso, valoroso e promissor, de 25 anos, e ela, Ana Custodio dos Santos Arruda (1895-1941), uma bela, meiga e piedosa adolescente, de 16 anos, selaram seus destinos para sempre.

Desnecessário dizer que foram felizes durante quase 30 anos, quando a morte, a “Indesejada das gentes” ceifou a vida de Ana, conhecida como Donaninha, à margem da estrada que liga Pacoti à Guaramiranga, em um passeio domingueiro, ao lado de sua filha adotiva Rocivalda e de algumas senhoras que, como elas, estavam hospedadas no Patronato Imaculada Conceição, em Pacoti.

A causa de sua morte precoce, com apenas 45 anos, foi um provável derrame cerebral. Ananias, que na ocasião era prefeito de Baturité e se encontrava em Recife à trabalho, empreendeu uma longa e tormentosa viagem de volta.

Foi grande a comoção dos baturiteenses, principalmente de Ananias que fez, diante do esquife de sua amada, juras de amor e fidelidade até o último dos seus dias.

        Velório de Donaninha na Capela de sua Residência, em Baturité, 20/01/1941

 Confortado pela atenção e carinho das maiores autoridades civis e eclesiásticas do Ceará, de familiares, amigos e do povo de Baturité e outras localidades, Ananias acompanhou, sempre ao lado do caixão aberto, em procissão, o enterro de sua amada, passando pela antiga Igrejinha do Rosário, hoje demolida, para sepultá-la no Cemitério São Miguel, em Baturité.

          Sepultamento de Donaninha, Baturité, 20/01/2021

A notícia da morte de Donaninha foi manchete nos jornais de Fortaleza: “O Nordeste”, “O Estado” e o “Correio do Ceará”. O Jornal “A verdade”, que tinha como diretor e editor-chefe Ananias Arruda, dedicou um número inteiro à Donaninha, publicando sua biografia, sua última carta dirigida ao marido e uma carta dele para ela escrita no 7º dia de sua partida.

Mesmo devastado com tamanha tragédia, Ananias subiu a serra e mandou construir um pequeno monumento denominado “Monumento do amôr e da Dedicação”, no local onde sua amada falecera, um monumento-cenotáfio.

A primeira página do jornal “A verdade” de 2 de fevereiro de 1941, traz uma foto do monumento com a seguinte descrição.

                              Jornal A Verdade de 02/02/1941

“O nosso desolado redator Ananias Arruda, querendo render um tributo de amor e de dedicação a sua mui querida e nunca esquecida consorte Donaninha Santos Arruda, por Deus arrebatada ao Céu no dia 19 de janeiro último, na estrada de Pacoti Guaramiranga, onde fazia um passeio matinal, em companhia de sua filhinha Rocivalda e de outras pessoas. Apesar da desolação em que se acha, projetou e erigiu domingo último, no local do inesperado transpasse de sua santa esposa um belo e expressivo monumento que tem uma pequena coluna de alvenaria na qual foi encravada uma cruz de valiosa madeira em cuja base tem uma artística floreira e em sua haste está cravada uma moldura, envidraçada, vendo-se no alto uma imagem da virgem, ao centro um retrato da saudosa Donaninha e embaixo uma fotografia do desolado esposo com a seguinte dedicatória:

‘À querida e inesquecível Donaninha, que deste lugar bendito, às 9h de domingo 19/01/1941 subiu inesperadamente ao Céu, onde goza a visão beatífica e contempla a Virgem Imaculada Mãe de Deus, Tributo do amor e da dedicação de seu amargurado esposo Ananias Arruda, que deste lugar sagrado e ao pé da Cruz Redentora, banhado em abundantes lágrimas de cruciante saudade a contempla e pede a todos que por aqui passarem uma prece para a maior glorificação de sua santa consorte – 26 de janeiro de 1941’.

Na grande cruz está pregado um precioso crucifixo da Terra Santa, lembrança de Jerusalém, adquirido pelo nosso redator chefe, quando lá esteve em 1925, o qual, por ter sido tocado no Santo Sepulcro e no calvário de Jesus, está enriquecido de inúmeras indulgencias. Circundando a imagem do crucificado se vê uma bela e grande coroa de flores artificiais da qual pendem duas faixas roxas com a inscrição: Eterna saudade de seu esposo e filhos. O monumento está circundado por uma grade de ferro e tem ao seu pé uma cruz de madeira homenagem do patronato Imaculada Conceição de Pacoti”.

                  Capela de Sant"Ana – Saboeiro-CE

       Além deste local de memória, Ananias construiu duas capelas para a sua amada.  A primeira, batizada de “Sant’Ana”, erigida na casa em que nasceu Donaninha, em Saboeiro, foi inaugurada, em 21 de dezembro de 1941; a segunda, batizada de “Igreja de Jesus Crucificado”, conhecida como “Capela de Donaninha” e “Capelinha do Arvoredo”, erigida em frente ao monumento-cenotáfio, foi inaugurada na data do primeiro ano de morte de sua amada, 19 de janeiro de 1942.

  Inauguração da Igreja de Jesus Crucificado Pacoti-CE - 19.01.1942

A missa da inauguração da “Capela de Donaninha” foi oficializada pelo Arcebispo Metropolitano de Fortaleza Dom Antônio de Almeida Lustosa e entrou para a história como uma das maiores solenidades religiosas do Maciço de Baturité. Autoridades civis e eclesiásticas, diversas ordens religiosas e centenas de pessoas da região do maciço estiveram presentes.  Dom Lustosa benzeu a Capela, as imagens dos altares e o monumento do outro lado da estrada, que havia sido ampliado com colunas e imagens de anjos.

Embaixo da parede anterior da capela foi afixada uma placa de mármore com os seguintes dizeres:

 “IGREJA DE JESUS CRUCIFICADO, CONSTRUIDA POR ANANIAS ARRUDA, EM FRENTE AO LUGAR, ONDE NA MANHÃ DE 19-1-1941, FOI CHAMADA AO SEIO DE DEUS SUBITA E INESPERADAMENTE, SUA QUERIDA E INSEQUECÍVEL CONSORTE DONANINHA – ANA DOS SANTOS ARRUDA, SOLENEMENTE BENTA E INAUGURADA EM 19-1-1942 PELO SR. ARCEBISPO METROPOLITANO D. ANTÔNIO LUSTOSA, COM ASSISTENCIA DO ESPOSO, FILHOS, PAE, IRMÃOS, CUNHADOS, SOBRINHOS, PRIMOS; DO INTERVENTOR MENEZES PIMENTEL, SECRETÁRIOS DE ESTADO, JESUITAS, SALESIANOS, FRANCISCANAS, LAZARISTAS, IRMÃS DE CARIDADE, ASSOCIAÇÕES RELIGIOZAS, IMPRENSA, GRANDE NÚMERO DE SACERDOTES, AUTORIDADES, FAMÍLIAS DE PACOTI, BATURITÉ, FORTALEZA E SABOEIRO E GRANDE MASSA POPULAR, HAVENDO PREGAÇÃO PREPARATÓRIA DE 3 DIAS, MISSAS, GRANDE NÚMERO DE COMUNHÕES E EXÉQUIAS DE 1º ANIVERSÁRIO DE FALECIMENTO.

ANANIAS ARRUDA

PEDE A TODAS AS PESSOAS QUE VISITAREM ESTA IGREJA, UMA PRECE A DEUS PELA MAIOR GLORIFICAÇÃO NO CEU DE SUA QUERIDA E INESQUECÍVEL CONSORTE

DONANINHA DOS SANTOS ARRUDA”

Durante o dia inteiro da inauguração, várias missas foram celebradas e assistidas por centenas de peregrinos vindos de Baturité em sete caminhões, um ônibus e carros particulares.

Assim descrita no “Jornal a Verdade” da época, a capela de Donaninha está localizada à margem esquerda da estrada Pacoti-Guaramiranga, sobre uma barreira na altura de dois metros acima do nível da estrada foi idealizada e construída por Ananias Arruda, que administrou a obra a cargo do pedreiro Clovis de Barros. O acesso a mesma é feito por duas escadarias laterais. A torre foi desenhada por Orlando Luna Freire. A capela possui cinco altares. O principal é dedicado a Jesus Crucificado, possui vitrais em forma de cruz e imagens da Virgem Dolorosa, S. João Evangelista e Santa Madalena.

          Interior da Igreja de Jesus Crucificado (Capela Donaninha) - Altar Principal

Nas laterais estão os altares de Santo Inácio de Loiola, santo do dia de nascimento de Donaninha e São Sebastião, santo do dia de seu sepultamento. Mais dois pequenos altares são dedicados à São José, padroeiro da boa morte e Sant’Ana, nome de Donaninha. Uma bela estátua do Sagrado Coração de Jesus, construída pelos Irmãos Bernardini do Rio de Janeiro, encontra-se no pórtico da torre.

Em frente à capela, do outro lado da estrada, local do falecimento de Donaninha, o antigo cruzeiro, reformado, tem uma imagem de Cristo. Entre jardineiras encontram-se duas lápides. Na primeira, os retratos de N. S. Auxiliadora, de Donaninha e de Ananias que eram envidraçados, foram substituídos por porcelana, permanecendo os mesmos dizeres anteriores. Na segunda, tem uma fotografia de Donaninha no leito mortuário com os seguintes dizeres:

“Ana dos Santos Arruda, saudosa consorte de Ananias Arruda. Nasceu em Saboeiro aos 31 de julho de 1895, casou-se em Baturité aos 17 de setembro de 1911 e faleceu em Pacoti aos 19 de janeiro de 1941”.

Compondo esse monumento-cenotáfio, quatro grandes colunas adornadas com anjos. No começo e no fim das escadarias da Igreja estão outras quatro colunas também entre jardineiras e adornadas com anjos.

A Igreja de Jesus Crucificado, construída em terreno gentilmente cedido pelo Sr. Robert Gradvhool, teve autorização oficial do Governo do Estado e aprovação do Sr. Arcebispo Metropolitano.

Este belo e histórico conjunto arquitetônico, composto pelo cenotáfio de um lado da estrada, e da capela do lado oposto, apesar de tombado pelo Patrimônio Público de Pacoti, precisa de manutenção constante.

As grandes provas de amor descritas na história são monumentos que homens mandaram construir em memória de suas amadas. O mais famoso deles é Taj Mahal, edificado entre 1632 e 1653, em Agra, na Índia, pelo imperador Shah Jahan para a sua mulher preferida Mumtaz Mahal, que morrera ao dar à luz ao 14º filho.

        No Mosteiro de Alcobaça, em Portugal, Dom Pedro I (1320-1367) mandou erigir um belo e artístico túmulo para Inês de Castro, sua amada,  cruelmente sentenciada à morte pelo pai de D. Pedro I, D.Afonso IV (1291-1357).

Como prova de amor, Ananias não só erigiu uma capela-cenotáfio para sua amada Donaninha, mas manteve-se fiel à sua memória até sua morte, em 26/01/1980, com quase 94 anos, quando foi ao encontro de sua amada.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 20/07/2021

 

REFERÊNCIAS

Exemplares do Jornal “A Verdade” de 1941 e 1942.

ARRUDA, Clemente Olintho Távora Arruda. Comendador Ananias Arruda – Um exemplo de vida Cristã, Política e Social. Dois tomos. Fortaleza: Gráfica Vênus, 2001.

ARRUDA, Miguel Edgy Távora. Relembranças – lampejos de minha memória. Organizaora: Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg – Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2019.

ARRUDA, Miguel Edgy Távora. “Meu tio Ananias”. Publicado no Jornal “A Verdade”. Número Especial em homenagem ao Centenário de Nascimento de Ananias Arruda. Baturité-CE, 23 de maio de 1985.

JUCÁ, Levi.  Pacoti: História & Memória. Fortaleza: Editora Premius, 2014.

https://www.ecomuseu.com.br/trilhas-de-pacoti/capela-de-jesus-crucificado/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taj_Mahal

https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%BAmulos_de_D._Pedro_I_e_de_In%C3%AAs_de_Castro

http://familiaarruda.com.br/

https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/1978/1978-OsArrudasdeBaturite.pdf

https://especiais.opovo.com.br/santificados/donaninha.html

http://www.fortalezaemfotos.com.br/2015/01/igreja-de-jesus-crucificado-capela-de.html

https://www.youtube.com/watch?v=VXIb2KQXFwg

https://www.youtube.com/watch?v=zukqDyZBMf8

https://www.youtube.com/watch?v=gG6dkLFdrYo


segunda-feira, 19 de julho de 2021

POR: MARIA VANDA TEIXEIRA DE ARRUDA FURTADO - MÃE TERRA

 

                MARIA VANDA TEIXEIRA DE ARRUDA FURTADO  

 MÃE TERRA

De onde te vem assim, tanto poder?

Quem te emprestaria tal bravura?

Amor de mãe, é o que nos deixa ver,

Porque te sentes assim, muito segura!

 

De um naco do teu solo, o Criador

Plasmou Protótipo de Sua Própria Imagem,

Te enfeitou de Céu, de mar, de flores e melodias!

Entre luzes e trinados te provou amor!

 

O Senhor te entregou inteira ao homem,  naquele dia

Pois, para Ele, serias seu porvir,

Um sonho alado pra amar e construir!

 

Mãe -Terra, machucada, maltratada, dolorida!

Ouço teu grito aflito, por te consumires,

Pelo desamor, de quem sequer, te vai ouvir!

 

Fort/10/05/21 .

sábado, 17 de julho de 2021

Por: Maria Vanda Teixeira de Arruda Furtado - RUA 7


       Maria Vanda Teixeira de Arruda Furtado


 Rua 7   

Tão crua, tão nua, tão rua!

Comprida, descida, doída,

Entre uma casa e outra,

A de meus pais

E a que virou Museu!

Compondo o extenso estirão,

Partindo do início do Céu, 

Ao extremo chão!


Palco das mais doces Recordações!

Tela das mais belas Projeções! 

Alento de indizíveis emoções!

Início de tépidas paixões!

Encontro de  corações!


Brincadeiras de roda,

Três, três passarás,

Apareceu a Margarida, olê olê olá!

É manjou, Monte Branco! Passa anel!

Garbosamente, dividida  ao meio,

Repartias com canteiros de fixo benjamim

A bela cidade-jardim!


Há  quanto tempo!... E ainda desabrocha 

em ti, o fervor da promessa!

Te reverbera,  o ardor da alegria 

E ainda, transpiras  olor de saudade! 

E  inspiras amor e amizade!


Coroada que foste  pela Igrejinha 

De Nossa Senhora do Rosário, 

Hoje, quem a demoliria? 

Calçada pela Praça de Sta Luzia

Rua 7, só te lembro como minha!


Agências Bancárias.

Cafés, sorveterias, Lojas e Bilhares,

Tomam ar de festa,

Quando do  garrular de estudantes,

Enchendo de risos, e mais,

O belo o desaguar

Daquele Rio de paz!


Rua em que vivi com tanto ardor!

Rua da minha infância e adolescência!

Trazes o clamor da saudade em sua  essência!

Rua, que em mim desabrochou,

Os primeiros eflúvios do amor!

domingo, 11 de julho de 2021

RETOMADA DO MOVIMENTO PARA O RESGATE DO MUSEU COMENDADOR ANANIAS ARRUDA

O movimento para resgatar o Museu Comendador Ananias Arruda, que teve início, em setembro de 2019, e foi interrompido, em março de 2020, por conta da pandemia da Covid-19, foi retomado em maio de 2021. 

Muitas reuniões foram realizadas, virtualmente, pela plataforma Zoom e um movimento de sensibilização junto à família teve início com muito êxito.

Dois grupos do ZAP entraram em ação

1) SOS Museu CAA

2) SOS Museu CAA equipe

Foram elaborados e divulgados vários vídeos de sensibilização.





                                    Reuniões realizadas

                                 06.06.2021

                                              13.06.2021

                                              14.06.2021

                                              20.06.2021 

                                               27.06.2021

                                             04.07.2021

                                             11.07.2021

                                          
                                            18.07.2021

                                             25.07.2021

sexta-feira, 2 de julho de 2021

EXEMPLAR DO JORNAL "A VERDADE" DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE ANANIAS ARRUDA - MAIO DE 1986















ARTIGOS SEPARADOS DO EXEMPLAR DO JORNAL "A VERDADE" DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE ANANIAS ARRUDA - MAIO DE 1986

                                                                      PÁGINA 1



                                                                         PÁGINA 2


                                                                        PÁGINA 3





quarta-feira, 16 de junho de 2021

RETOMADA DO MOVIMENTO PARA PRESERVAÇÃO DO MUSEU CAA E DO CASARÃO DO PAI ARRUDA

Com o manifesto abaixo, que será postado no WhatsApp do grupo da família (SOS MUSEU), retomaremos o movimento para salvar o legado da família Arruda: Museu e Casarão do Pai Arruda


 Olá, querida família !!! Estamos  reativando o MOVIMENTO SOS MUSEU CAA para preservar  o  valioso legado de nossa família, que chegou até  nós  através  do Pai Arruda e de nosso tio Ananias. Temos a nobre missão de deixar para as futuras  gerações  o MUSEU COMENDADOR  ANANIAS  ARRUDA  com o seu acervo de um valor inestimável e, assim, mostraremos aos nossos netos, bisnetos e futuras gerações a história  de nossos antepassados.  É importante saber de onde viemos, quem foram nossos ancestrais, como viveram, que valores nos legaram. Essa memória  é  o bem maior que podemos transmitir aos nossos descendentes.

Conhecer e honrar a nossa história é o único caminho para curas, mudanças e ter uma vida plena e realizada.

Acreditem, nesse entrelaçado de vidas, amores, dores, lutas e glória tem a  centelha da escolha divina e de todos os ancestrais que habitam em nós. 

Nossa participação neste grupo e nas atividades que virão é  imprescindível para alcançarmos êxito em nossos objetivos.

O museu precisa de uma REFORMA URGENTE e nós,  juntos e unidos, venceremos esse desafio. A UNIÃO FAZ A FORÇA.


Foi criado o Grupo SOS MUSEU CAA com o propósito de divulgar eventos e  informações sobre o Movimento. 

Para participar, acesse ao grupo pelo link:

https://chat.whatsapp.com/GnJfOkZHxr224WwuUy5yfS


Criamos algumas regras para darmos objetividade ao Grupo 


NÃO SERÁ PERMITIDO


• assuntos polêmicos como: religião, política e futebol.


• mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite, feliz aniversário, auto-ajuda...

O grupo tem um objetivo claro e único e, como somos muitos,  esses tipos de mensagens tiram a objetividade, poluindo e confundindo os principais comunicados. 

 

AVISO IMPORTANTE


•paralelo a esse grupo formamos uma equipe organizadora que estará à frente nos proporcionando   encontros,  mesmo que, por enquanto, virtuais e também atividades para arrecadarmos fundos para a reforma.

 

 Você pode contribuir pelo Pix  445 461 067 -34

O comprovante deve ser enviado para o WhatsApp pessoal da :

Ana Cristina  - 

85 99819.7259

Regina 

 85 99986.7297

Goretti - 

85 99991-1569


Obs:. Toda doação é bem-vinda... Lembrem-se: a participação de cada um é valiosa. 

Estaremos sempre atualizando o caixa para que todos fiquem cientes de nossos passos.


Maiores informações sobre o museu podem ser encontradas no Blog.

http://blogdomuseucomendadorananiasarruda.blogspot.com/


Yotube:

https://www.youtube.com/channel/UCKthCm3tPfsu10vGU3APG9Q


•Temos uma página no INSTAGRAM... sejam seguidores e nos ajudem a divulgá-la.

Em breve, a página estará de cara nova e com muito conteúdo interessante.


*Vamos arregaçar as mangas nessa empreitada. Contamos com todos.  

Paz e Bem!


Ana Cristina Arruda Lima (coordenadora) 

Ana Margarida Arruda

Rosemberg

Arruda Bastos 

Beatriz Melo Arruda

Eurico Flávio Távora Arruda (membro honorário)

Christiane Arruda

Francisco de Assis Germano Arruda

Isabel  Carvalho Arruda

Jana Arruda Teixeira 

José  Nelson Arruda Lima

Maria Eliza Melo Arruda

Maria Goretti Arruda

(tesoureira)

Noemy Adelina Arruda

Patrícia  Maria Arruda  Aragão 

Raimundo Luiz Furtado de Arruda (presidente  da Fundação CAA)

Regina Arruda Bastos (tesoureira)

Tereza Gisele Arruda Aragão 


Membros da equipe organizadora

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Vicente Arruda (1876-1919) - poeta, jornalista e guarda-livros

 




Os 10 filhos do casal Miguel de Arruda (Pai Arruda) e Maria do Livramento (Mãe Mento)

Vicente Arruda (1876-1919) - poeta, jornalista e guarda-livros

Por: ana margarida arruda rosemberg

    Vicente Arruda, o segundo dos 10 filhos do casal Miguel de Arruda (1849-1923) (Pai Arruda) e Maria do Livramento (1865-1923) (Mãe Mento), nasceu, em 19 de junho de 1876, na fazenda Bilheira, Santo Antônio do Aracatiaçu, município de Sobral e faleceu, em 27 de abril de 1919, em Baturité-CE, com 43 anos incompletos.

Foi jornalista, guarda-livros e poeta. 

    Contribuiu com o Jornal "A VERDADE", criado por seu irmão, Ananias Arruda, em 1917, escrevendo em sua coluna "No Levante". 

    O jornal "A Verdade" noticiou o seu falecimento, o seu sepultamento, em Baturité e, em sua homenagem, publicou seu poema: "O meu anniversario - A minha mãe", escrito em Manaus, em 19.06.1907. (anexo).

    Em 1897, Vicente foi para o Amazonas, como tantos outros cearenses, perseguindo o sonho da borracha,  em companhia de seus irmãos, João e Zeca. 

    Em 1901, casou-se, em Manaus, com Joanna Batista (Mimica), amazonense, e fez um curso de guarda-livros. O casal adotou um garoto de origem indígena, Francisco Olegário. 

    Vicente retornou ao Ceará com sua família e fixou-se em Baturité até sua morte, em 1919. 

    Sua esposa Joanna retornou à Manaus para ficar com sua família, depois de viúva, com o filho adotivo, Francisco Olegário. 

           Joanna, esposa de Vicente Arruda, é a terceira da esquerda pra direita. 


       Poesia de Vicente Arruda publicada no Jornal "A VERDADE" de 22/06/1919



Nota publicada no Jornal "A VERDADE, em 04/05/1919,
 sobre o falecimento e sepultamento de Vicente Arruda

Nota publicada no Jornal "A Verdade", em 25/05/1919, 
de agradecimento às inúmeras pessoas que enviaram 
pêsames pelo falecimento de Vicente Arruda

Nota publicada no Jornal "A Verdade", em 25/05/1919,
Convite Missa de 30 dias da morte de Vicente Arruda

Extrato de um texto escrito pelo historiador, Miguel Edgy Távora Arruda, e publicado na Revista do Instituto Histórico do Ceará. Link abaixo

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Por: Parsifal Barroso - O APOSTÓLICO ANANIAS ARRUDA

             Por ocasião do aniversário de nascimento de Ananias Arruda, transcorrido dia 23 de maio de 2021, presto-lhe uma homenagem transcrevendo um texto de Parsifal Barroso. Ananias, se vivo fosse, estaria completando 135 anos. 

Comendador Ananias Arruda (1886-1980)

Por:  Parsifal Barroso (Ex- Governador do Estado e Ex-membro do Instituto do Ceará)

 N. R. – Artigo escrito e publicado por ocasião do falecimento de Comendador Ananais Arruda, a 26 de janeiro de 1980.

Publicado In: Jornal “A Verdade”, de 23 de maio de 1986. p.12.

 

Creio não chegar ainda a destempo com minha sentida homenagem ao notável cearense e vero apóstolo da Igreja, que foi o meu saudoso e inesquecível amigo, Comendador Ananias Arruda.

Presto-a, aliás, quando já surgem os primeiros frutos da floração de graças, oriunda da sua vida eterna em Deus, como sempre o fez em sua benemérita vida de perfeito católico que soube ser, servindo de exemplo a todos quantos o admiravam sem poder segui-lo.

Noticia “A Verdade” nos seus últimos números, a ato criador da Fundação Comendador Ananias Arruda, destinada a manter o Museu que será encimado pelo seu nome venerando, e a sustentar esse baluarte da escassa imprensa católica, que é o semanário por ele fundado, para sustentar a verdade católica.

Sempre lhe disse que o considerava um Bispo leigo, pois suas obras apostólicas talvez não pudessem ser realizadas se Baturité fosse elevada a um bispado residencial.

Agora que ele se foi para Deus gozando a verdadeira vida que não tem fim, relembro ao povo cearense que dentre suas inúmeras iniciativas, sempre destaquei a sequência benemérita dos dez Congressos Eucarísticos Paroquiais que sua ardente fé eucarística o levou a realizar, fiel ao “nec laudare sufficis”, do “Lauda Sion”. Bem fez a Santa Sé em lhe conceder o privilégio de ter em sua residência a presença vital do nosso irmão Jesus Cristo de mais valia que as duas condecorações pontifícias com que foi agraciado pela Igreja e pelo Papa a quem serviu com extremos de dedicação, devorado pelo zelo apostólico.

Transmiti-lhe essa convicção minha, na luminosa manhã em que o insquecível D. Antonio Lustosa o condecorou em praça pública, tendo-me ao seu lado como Governador do Ceará que eu era, ao tempo em que fez jus a essa segunda e mais alta condecoração papal.

Recordo-me de que não acaitou minha assertiva, por ser imenso o seu amor a Igreja, a ponto de ver como encantos amáveis aquelas condecorações de brilho inferior ao de sua forte e crescente fé eucarística.

Conservou-se impoluto e intrépido na sua convicção católica, mesmo quando se defrontou com as inovações e mudanças dos novos tempos, e sentiu ao vivo quão difícil e árdua se tornara a prática do bem em favor do próximo, e mais difícil ainda o alcance da justiça.

Como já acentuei, espero muitas benesses da Fundação que se criou em Baturité, pois ela nasce sob o patrocício daquele em cuja honra e memória funcionará, contando com as graças que o apóstolo Ananias Arruda garantirá em seu favor, na vida mais alta e mais pura em que se encontra, na bem aventurança do “cernens facies”, em que sempre acreditou, sedento desse encontro.

Vejo-o a se desdobrar, agora, no espaço e no tempo, através da Fundação que tem o seu luminoso nome de Apóstolo de Baturité e da diocese de Fortaleza.

Não choro sua morte, já de há muito esperada, porque ele sempre foi fiel à sua consciência católica e à sua herança cívica, bases de sua adamantina formação de líder católico e apóstolo da Igreja.

Dirijo-me ao imortal Comendador Ananias Arruda, dentro do espírito de penitente oração em que vivo, fiel à mensagem de Fátima, sentindo e sabendo que ele continua à frente de Fundação, dentro do Museu e na direção de sua admirável “A Verdade”, verificando a tudo com as graças de sua alma de eleito de Deus.